Quem não conhece ou não se lembra da história de
Zico?
Zico foi considerado responsável pela morte de um menino de 18 meses, a 6
de Janeiro de 2012, em Beja. O caso foi notícia, durante dias, na Imprensa
Nacional. Uma onda de solidariedade em volta do animal fez com que surgisse uma
petição contra o abate do mesmo. E valeu a pena!!!
Depois de um estudo do caso e de horas de
deliberação, Zico foi provisoriamente entregue, por um tribunal, à Associação
Animal, do qual vai ser recuperado por uma especialista em animais agressores
ou com problemas comportamentais.
Citada pela agência Lusa, a presidente da Animal,
Rita Silva, disse que a associação vai buscar o cão ao canil, onde está “preso
numa sela há sete meses”, para o levar “para um hospital veterinário, em
Lisboa, para fazer exames e ser tratado”.
“Quando tiver alta, o cão vai ser encaminhado
para uma especialista em recuperação de animais agressores ou com problemas
comportamentais graves e que irá fazer a sua recuperação” com a supervisão da
Animal, disse.
De acordo com Rita Silva, o Tribunal
Administrativo e Fiscal de Beja decidiu que a Animal “pode ficar,
provisoriamente, como fiel depositária do cão “até ser julgada a ação judicial
principal relativa à providência cautelar interposta em Janeiro pela associação
para evitar o abate do cão e que irá decidir se o animal deverá ser ou não
abatido.
À semelhança do que acontece com todos os animais
recolhidos pela Animal, associação vai mudar o nome do cão, de Zico para
Mandela, “numa homenagem a Nelson Mandela, um homem que toda a vida lutou pela
liberdade e nós (Animal) temos lutado pela liberdade deste cão”, disse.
Caso não se lembra, Zico pertencia a um tio da
criança que vivia na mesma casa com os pais e os avós da vítima.